Ir para o conteúdo principal
Voltar ao início

GUIA GRATUITO

Mudar para a Flórida: o guia completo

Vistos, compra de imóveis, impostos e vida diária no Estado do Sol, explicados para quem vem de fora.

Agendar uma consulta

A Flórida está entre os destinos mais procurados dos Estados Unidos por compradores estrangeiros, investidores e gente que planeja mudar de país. É fácil entender por quê. O calor dura o ano todo. A cultura é variada, e a mesa também. Imposto de renda estadual não existe. E os imóveis vão do apartamento de frente para o mar à casa independente com quintal no subúrbio. Somadas, essas características trazem compradores de fora, vindos de todo canto do mundo, para o Estado do Sol. Talvez você queira uma casa de férias em Naples, sua residência principal na região de Orlando, um investimento em Tampa, ou ainda esteja comparando opções no sul da Flórida. Este guia serve para todos esses planos. Ele cobre o essencial, dos vistos e impostos até escola, saúde e a rotina do dia a dia. Leis, impostos e regras de visto valem para o estado todo. O que muda é o peso de cada ponto no mercado que você escolher, e um corretor da região consegue explicar isso caso a caso.

SEÇÃO 1

1. Estrangeiro pode comprar imóvel na Flórida?

Sim, na grande maioria dos casos. Para comprar, você não precisa ser cidadão nem residente dos Estados Unidos. Ser dono do imóvel também não exige visto nem green card. A Flórida lidera as compras de imóveis por estrangeiros no país há pelo menos 15 anos consecutivos e concentra 20% de tudo o que compradores de fora movimentam nos Estados Unidos. Eles chegam de todos os continentes e compram em qualquer faixa de preço, em todas as regiões da Flórida. Existe, porém, um limite importante. Desde 1º de julho de 2023, quem tem domicílio em um dos sete países de preocupação enfrenta restrições para comprar imóvel, por causa do Projeto de Lei 264 do Senado da Flórida (SB 264). São eles: Rússia, China, Irã, Coreia do Norte, Cuba, Venezuela (regime Maduro) e Síria. Terra agrícola fica vetada para quem mantém domicílio em algum dos sete países listados e não tem cidadania americana nem residência permanente. O mesmo vale para qualquer imóvel a 10 milhas ou menos de uma base militar ou de infraestrutura crítica: aeroporto, porto marítimo, usina de energia ou estação de tratamento de água. A exceção estreita, limitada a uma residência e descrita logo abaixo, também vale para quem está nessa situação. Para quem tem domicílio na China, as regras são as mais duras. Sem cidadania americana nem residência permanente, essa pessoa não pode comprar imóvel na Flórida. A saída que resta é estreita: com visto válido e verificado que não seja de turista, ou com asilo, e com permissão para estar na Flórida, dá para comprar uma residência de até dois acres, a mais de cinco milhas de qualquer base militar. A escritura sai apenas no nome pessoal de quem compra. Depois, o comprador precisa registrar o imóvel no Departamento de Comércio da Flórida em até 30 dias. Quem atrasa o registro paga multa de US$ 1.000 por dia e pode ver o imóvel receber um gravame. Com domicílio na Rússia ou em outro país da lista, a compra de imóvel residencial ou comercial continua possível, desde que não seja terra agrícola e fique a mais de 10 milhas de bases militares e de infraestrutura crítica. No sul da Flórida, muitos endereços caem dentro dessas zonas, então confira o lote exato. E no fechamento, todo comprador na Flórida, seja qual for a nacionalidade, assina uma declaração juramentada de que cumpre o SB 264. Descumprir a lei pode custar o imóvel, tomado em confisco civil, e ainda gerar sanções penais. Antes de seguir, uma atualização jurídica importante. O SB 264 continua valendo por inteiro: em 4 de novembro de 2025, o Tribunal de Apelações do Décimo Primeiro Circuito dos Estados Unidos negou o pedido para suspender a lei, e os autores depois abandonaram a ação. A lei restringe a posse e o investimento em imóveis na Flórida com mais força para os domiciliados na China e de forma mais branda para os domiciliados na Rússia, na Coreia do Norte, no Irã, em Cuba, na Venezuela ou na Síria. Em setembro de 2026, ela segue plenamente aplicável. Na prática, o que muda? Com domicílio na China e sem cidadania dos EUA ou residência permanente, em geral você não consegue comprar na Flórida. Com domicílio em um dos outros seis países, a terra agrícola e os imóveis nas zonas restritas ficam fora do seu alcance. Seu domicílio está em algum dos sete países e você não tem cidadania dos EUA nem residência permanente? Então leve o caso a um advogado qualificado em direito imobiliário antes de qualquer compra. Fora dessa lista, o caminho é curto: escolha, proposta, fechamento. Pagando à vista, o fechamento costuma sair em 15 a 30 dias; com financiamento, conte com 45 a 60 dias.

SEÇÃO 2Conteúdo

2. Vistos para quem investe ou quer morar nos Estados Unidos

Ser dono de imóvel não basta para morar nos Estados Unidos: para viver lá, você precisa do visto adequado. As principais opções vêm a seguir. Visto de investidor EB-5 O EB-5 troca investimento de capital por residência permanente americana direta, o green card. Em 2026, o mínimo é de US$ 800.000 em projetos dentro de Áreas de Emprego Direcionado (TEA) e de US$ 1.050.000 fora dessas áreas. O capital tem de ir para uma empresa comercial nova, e ela precisa abrir no mínimo 10 empregos de tempo integral para trabalhadores americanos. A residência inicial é condicional. O processo costuma levar de 2 a 5 anos. O Programa de Centros Regionais EB-5 está autorizado, por enquanto, até 30 de setembro de 2027. Existe agora outro caminho, e ele pede cautela. Uma ordem executiva de Trump, de setembro de 2025, criou o programa Trump Gold Card, lançado oficialmente em dezembro de 2025 como via alternativa para a residência permanente americana. O custo é de US$ 1 milhão pago ao governo americano, mais US$ 15.000 de taxa de processamento do DHS. O argumento de venda é chegar mais depressa ao green card. A realidade, até setembro de 2026, é outra: pouquíssimos pedidos aprovados, a mesma fila do boletim de vistos que qualquer candidato enfrenta e uma base legal ainda contestada. O EB-5 segue funcionando normalmente. Qual caminho serve para o seu caso é decisão para tomar com um advogado de imigração. Visto E-2 (investidor de país com tratado) Aqui a cidadania decide. O E-2 só vale para cidadãos de países com tratado de comércio com os Estados Unidos; muitos países europeus estão na lista, mas Rússia e Brasil não estão. O investimento em empresa americana precisa ser substancial: em geral, US$ 100.000 ou mais. Green card direto, esse visto não dá. Em compensação, a renovação não tem limite de vezes. A análise costuma levar 2 a 4 meses. Transferência Intraempresa L-1 O L-1 é o visto de quem já ocupa cargo de executivo ou gerente e muda de um escritório da empresa no exterior para a filial americana da mesma empresa. Ele vale por até 7 anos, e a categoria EB-1C pode abrir caminho para o green card. Visto de visitante B-1/B-2 Esse visto permite ficar até 6 meses nos Estados Unidos, para negócios ou turismo. Visitar imóveis e assinar o fechamento, pode. Trabalhar, não; morar de forma permanente, também não. Antes de investir pensando em visto, sempre mostre o plano a um advogado de imigração habilitado. Essa legislação muda com frequência.

SEÇÃO 3Conteúdo

3. ITIN: seu número de identificação fiscal

Se você é estrangeiro e tem imóvel nos Estados Unidos, o Número de Identificação Individual do Contribuinte (ITIN) é indispensável. Você vai precisar dele para: entregar ao fisco dos Estados Unidos a declaração da renda de aluguel; pedir financiamento como comprador estrangeiro; concluir transações imobiliárias; recuperar a retenção do FIRPTA quando vender o imóvel. Como tirar o ITIN Preencha o Formulário W-7 do IRS. O pedido pode seguir pelas mãos de um Agente de Aceitação Certificado (CAA) ou ir pelo correio ao Centro de Serviços do IRS em Austin. O processamento leva de 7 a 11 semanas. Passaporte: vale o original ou uma cópia autenticada pelo próprio órgão que o emitiu. Um corretor da região pode indicar um CAA local experiente.

SEÇÃO 4Conteúdo

4. Impostos sobre o imóvel e o que é o FIRPTA

Imposto anual do imóvel Na Flórida, o imposto anual nasce de uma conta simples: o valor avaliado do imóvel vezes o millage rate do condado, que é quanto se cobra por US$ 1.000 de valor avaliado. Essa taxa varia bastante entre condados e, dentro deles, entre cidades vizinhas. No litoral, onde os imóveis custam mais e há mais serviços públicos, a conta efetiva costuma sair maior que no interior rural. Para um primeiro orçamento, separe de 1,0% a 2,0% do valor avaliado a cada ano; o ponto exato depende do condado e do tipo de imóvel. Se o imóvel for sua residência principal, a conta pode cair bastante. Com a Homestead Exemption (Isenção de Residência Principal), o valor avaliado diminui mais de US$ 50.000, e uma parte da isenção agora acompanha a inflação ano a ano: no fim, a economia anual é considerável. Sem residência na Flórida, ou se o imóvel não for sua casa principal, ela não se aplica. Quando se aplica, liga também o teto Save Our Homes: o valor avaliado só pode subir até a inflação, com limite de 3% ao ano, e por isso fica abaixo do mercado quando os preços sobem. Mesmo com o teto, a conta ainda pode crescer, porque a alíquota e as taxas cobradas fora do valor do imóvel são decididas separadamente. Não use a conta do vendedor como referência: ela não passa para você. Em 1º de janeiro após a compra, o condado reavalia o imóvel pelo valor de mercado. Um corretor da região pode apresentar você a um contador local, que faz a estimativa para o condado e o imóvel em questão. O Guia do Comprador explica esse mecanismo passo a passo. FIRPTA, a Lei de Imposto sobre Investimento Estrangeiro em Imóveis Se você vender um imóvel nos Estados Unidos sendo estrangeiro, o comprador vai reter 15% do preço bruto e repassar ao IRS. Esse valor não é um imposto extra: ele fica como pagamento antecipado, abatido do imposto que você realmente deve. Quando o imposto real sobre o ganho de capital fica abaixo de 15%, você entrega a declaração nos Estados Unidos e pede de volta a diferença; para receber esse reembolso, precisa do ITIN. Há situações em que a retenção diminui ou nem acontece. Por exemplo: se o preço ficar abaixo de US$ 300.000 e o comprador for usar o imóvel como residência principal, a venda pode ficar isenta. Procure um contador qualificado em imóveis internacionais para pagar o mínimo que a lei permite. Sem imposto de renda estadual A Flórida não cobra imposto de renda estadual de pessoa física. Comparado com Nova York ou a Califórnia, isso torna ter imóvel aqui bem mais vantajoso. Empresas, porém, pagam o imposto de renda corporativo da Flórida. E o imposto federal continua: aluguel recebido e ganho de capital entram na conta do governo federal.

SEÇÃO 5Conteúdo

5. Financiamento para compradores estrangeiros

Estrangeiro consegue financiamento imobiliário na Flórida, mas as condições não são as mesmas oferecidas a quem mora nos Estados Unidos. Entrada: em geral de 25% a 35% para estrangeiros, contra 3% a 20% para residentes nos Estados Unidos. Os juros para estrangeiros costumam ficar acima das taxas padrão do mercado americano. Documentos: passaporte, prova de renda, extratos do banco, normalmente cobrindo 2 anos, e uma carta de referência do banco no seu país. A maioria dos bancos pede o ITIN. Já alguns credores de carteira, que ficam com o próprio empréstimo, se contentam com o passaporte. Histórico de crédito americano não é exigido. No lugar dele, o banco olha o crédito alternativo: seus extratos, o histórico de pagamentos e as cartas de referência. Há opções de juros fixos ou ajustáveis, com prazos de 15 a 30 anos. Muita gente nem financia. Cerca de 48% dos compradores internacionais pagam à vista; no total de quem compra imóvel usado nos Estados Unidos, a fatia é de 28%. Para investidores de fora, pagar tudo de uma vez é ainda mais frequente: o fechamento tende a sair mais rápido e com menos condições suspensivas.

SEÇÃO 6Conteúdo

6. Como abrir conta bancária nos Estados Unidos

Estrangeiro pode abrir conta em banco nos Estados Unidos. Estes são os principais bancos da Flórida para clientes internacionais: Wells Fargo, Chase e Bank of America: pedem passaporte e outro documento de identidade; algumas agências exigem endereço americano ou ITIN. Habituado a clientes internacionais, o Citibank atende bem sobretudo quem já tem conta no Citi em outro país. Bancos internacionais presentes na Flórida: HSBC, Santander, Itaú e Sabadell. O que levar ao banco Passaporte válido. Mais um documento do seu país, por exemplo a CNH ou o RG. Comprovante de endereço nos Estados Unidos: contrato de aluguel, conta de luz ou água, ou a papelada do fechamento da compra. Depósito inicial, em geral de US$ 25 a US$ 100. Alguns bancos aceitam o ITIN; outros pedem o número do Seguro Social ou oferecem conta com funções limitadas. Abra a conta antes do fechamento. A transferência internacional para a empresa que conduz o fechamento e a verificação do título leva 3 a 5 dias úteis. Se o dinheiro já estiver depositado aqui nos Estados Unidos, tudo fica bem mais simples.

SEÇÃO 7Conteúdo

7. Custo de vida na Flórida (2026)

Para quem compra de fora, a grande vantagem da Flórida é a variedade. Do litoral de luxo às cidades médias com preços acessíveis, tudo fica no mesmo estado, com as mesmas vantagens fiscais. Na média, morar na Flórida custa só um pouco mais que no resto do país: cerca de 0,8% acima da média nacional, pelos dados do MERIC no segundo trimestre de 2026. Só que a média engana. No sul da Flórida e nos litorais de luxo, a vida sai bem mais cara que no país como um todo. Jacksonville, Orlando e Tallahassee, por outro lado, ficam na média nacional ou abaixo. Moradia Os preços de moradia mudam muito de uma região para outra. Na lista abaixo, cada número é o preço mediano pedido nos anúncios, somando todos os tipos de imóvel, apartamentos inclusive, segundo a Realtor.com via FRED em agosto de 2026. Miami (sul da Flórida): o preço mediano pedido fica perto de US$ 490.000; o segmento de alto padrão atrai gente do mundo todo, e muitas compras são pagas sem financiamento. Naples / Sudoeste da Flórida. Aproximadamente US$ 685.000 de mediana, com muita oferta de imóveis de luxo e à beira d'água. Tampa / São Petersburgo. Aproximadamente US$ 390.000, com fundamentos sólidos e porta de entrada mais barata. Orlando / Flórida Central: mediana em torno de US$ 415.000, num mercado amplo, que gira rápido e tem entrada acessível. Jacksonville / Nordeste da Flórida: mediana de cerca de US$ 380.000, entre as mais baixas das grandes regiões metropolitanas do estado. Tallahassee: mediana perto de US$ 345.000, a mais barata entre as principais cidades do estado. Nas vendas já fechadas, o retrato muda um pouco: em agosto de 2026, a mediana estadual ficou perto de US$ 415.000 para casas independentes e pouco abaixo de US$ 298.000 para apartamentos e casas geminadas, segundo a Florida Realtors. No aluguel, o desenho regional se repete. Pelos dados da Zumper de agosto de 2026, a mediana do quarto e sala fica perto de US$ 1.110 por mês em Jacksonville, entre US$ 1.450 e US$ 1.500 em Orlando e Tampa e em US$ 2.550 em Miami. A mediana nacional é de US$ 1.515. Naples e outros mercados do litoral sudoeste da Flórida costumam passar da média do estado, principalmente no luxo e à beira d'água. Contas da casa Luz: US$ 150–US$ 225 por mês, mais no verão por causa do ar-condicionado. Água: US$ 30–US$ 55 por mês. Internet: US$ 50–US$ 80 por mês. Alimentação Supermercado, para quem mora sozinho: US$ 450–US$ 500 por mês. Jantar para 2 em restaurante de preço médio: US$ 80–US$ 120, conforme a cidade. Transporte Na maior parte da Flórida você vai precisar de carro; inclua no orçamento: Seguro do carro: a Flórida fica acima da média do país, e a conta costuma ser de US$ 200–US$ 350 por mês, conforme seu histórico de direção, o veículo e o condado. Gasolina: cerca de US$ 3,85–US$ 4,40 por galão em agosto–setembro de 2026, pela média da AAA na Flórida; o preço acompanha o petróleo. Passe mensal de transporte público: US$ 50–US$ 112,50, só onde existe serviço. Orçamento mensal de quem mora sozinho Padrão econômico em Jacksonville, Orlando (interior) ou Tallahassee: US$ 2.800–US$ 3.500 por mês. Padrão intermediário em Tampa, Orlando ou Fort Lauderdale: US$ 4.500–US$ 5.500 por mês. Luxo no litoral, em Miami, Naples ou Palm Beach: US$ 7.000–US$ 10.000 ou mais por mês.

SEÇÃO 8Conteúdo

8. Escola depois da mudança

Matricular um aluno numa escola da Flórida exige pouca papelada. Ainda assim, vale planejar cedo. Documentos, calendário e programas de idioma não funcionam como muitos compradores recém-chegados imaginam. Como fazer a matrícula Na rede pública, ninguém paga para estudar, independentemente do status migratório de quem mora no estado. O pedido de vaga vai para o distrito do condado do seu endereço. Normalmente a escola quer ver o endereço comprovado (contrato de aluguel, papéis do fechamento ou conta de luz) e a certidão de nascimento ou o passaporte do aluno. Costuma pedir também a carteira de vacinação passada para o formulário da Flórida, trabalho que um pediatra local faz com as vacinas tomadas fora. O histórico da escola anterior geralmente entra na lista. Traduções oficiais dos papéis estrangeiros aceleram muito o processo. Calendário e prazos Na Flórida, as aulas começam em agosto e terminam no fim de maio ou no começo de junho. O grosso das matrículas sai entre a primavera e o verão. Transferir o aluno com o ano em andamento é comum, porque os distritos aceitam matrícula em qualquer mês. Mesmo assim, a adaptação é mais fácil para quem chega antes do semestre de outono. Apoio em inglês Todo aluno que ainda está aprendendo inglês tem direito a apoio na escola pública da Flórida: a lei obriga. Em todo o estado, os distritos já mantêm programas de acolhimento para alunos recém-chegados, valendo para qualquer série, e muitos oferecem também ensino bilíngue. O que a escola do seu endereço oferece, você descobre no escritório de atendimento ao estudante do distrito. Escolas particulares e internacionais Por toda a Flórida há escolas particulares com currículo de Bacharelado Internacional (IB), outras bilíngues e outras voltadas à preparação para a faculdade. Miami, Tampa e Orlando têm opções particulares consolidadas. Fort Lauderdale, Naples e Jacksonville também. A anuidade costuma ficar entre US$ 15.000 e US$ 45.000 ou mais; o valor muda de escola para escola e de série para série. Fila de espera é frequente, então inscreva-se bem antes da mudança. Universidades As universidades da Flórida, públicas e particulares, formam uma rede forte. Universidade da Flórida, em Gainesville: carro-chefe da pesquisa pública no estado e nome frequente no topo dos rankings nacionais. Universidade de Miami, em Coral Gables: universidade particular de pesquisa de alto nível. Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee: grande universidade pública. Universidade do Sul da Flórida, em Tampa: grande universidade pública de pesquisa. Universidade Internacional da Flórida, em Miami: grande universidade pública, forte em programas internacionais. Universidade da Flórida Central, em Orlando: está entre as maiores universidades dos Estados Unidos. Universidade da Costa do Golfo da Flórida, em Fort Myers/Naples: sólida universidade regional. Completam o sistema as faculdades públicas de admissão aberta espalhadas pelo estado.

SEÇÃO 9Conteúdo

9. Saúde

Nos Estados Unidos não existe cobertura de saúde universal. Todo residente precisa de seguro saúde. Seguro saúde ao chegar Planos privados pelo Mercado de Seguros de Saúde (healthcare.gov), no período de inscrição aberta; com agentes de seguros, dá para contratar em qualquer mês do ano. Cigna Global, Allianz e GeoBlue vendem planos para expatriados e residentes internacionais. Se você trabalhar nos Estados Unidos, o empregador pode oferecer o seguro. Qualidade do atendimento na Flórida A rede hospitalar cobre a Flórida inteira. Miami, Tampa, Orlando e Jacksonville têm grandes centros médicos acadêmicos. Naples, Sarasota e a Costa Espacial somam sistemas regionais bem avaliados. Nas principais regiões metropolitanas, cirurgia programada, especialistas e pronto-socorro seguem padrões de atendimento competitivos em nível internacional. O valor do seguro varia conforme a cobertura escolhida e a região onde você vive. No Mercado de Seguros de Saúde, as mensalidades são refeitas todo ano; estado, condado, idade e nível do plano mudam o preço. Antes de fechar o orçamento, consulte os valores publicados para o condado que você tem em vista. Para quem chega ao país, o seguro saúde está entre os maiores gastos fixos. Planeje com cuidado.

SEÇÃO 10Conteúdo

10. Transporte

Dirigir Fora dos centros urbanos, a Flórida depende quase toda do carro. Com visto B-1/B-2, você pode dirigir durante a estadia usando a carteira de motorista válida do seu país, emitida em seu nome. A permissão internacional para dirigir serve apenas como tradução dela e, sozinha, não vale como carteira. Quem se instala no estado, porque a casa principal ou o trabalho passou a ser aqui, tem 30 dias pela lei para obter a carteira da Flórida. Isso se resolve no Departamento de Segurança de Rodovias e Veículos Motorizados da Flórida (FLHSMV) ou com o coletor de impostos do condado. Separe o passaporte, os documentos de imigração em dia e dois comprovantes distintos de endereço na Flórida. Se o seu status permitir trabalhar nos Estados Unidos, inclua ainda a prova do número do Seguro Social. Transporte público De cidade para cidade, a oferta varia muito. Miami: Metrorail e Metrobus, além do Metromover gratuito no centro e em Brickell. Redes de ônibus em Tampa, Orlando e Jacksonville cobrem pouco, e o dia a dia por lá gira em torno do carro. Brightline: o trem de alta velocidade já liga Miami a Orlando. No caminho, para em Fort Lauderdale, Boca Raton e West Palm Beach, e há expansão planejada. Sunrail: trem metropolitano da região de Orlando. Aplicativos de transporte Uber e Lyft são comuns nas grandes cidades da Flórida e nas áreas turísticas.

SEÇÃO 11Conteúdo

11. Dicas práticas para recém-chegados

Celular e internet T-Mobile, AT&T e Verizon dominam a telefonia móvel. Linha pré-paga dispensa o número do Seguro Social, e entre quem acaba de chegar as preferidas são T-Mobile e Mint Mobile. Internet em casa depende do endereço: Xfinity, AT&T Fiber, Spectrum e provedores locais atendem regiões diferentes. Temporada de furacões A temporada vai de 1º de junho a 30 de novembro. Ela atinge o estado inteiro, com intensidades diferentes, e a Costa do Golfo, o sul da Flórida e a Costa Atlântica estão todos expostos. Prédios altos modernos, construídos depois de 2002, seguem o Código de Construção da Flórida, que exige resistência ao vento e proteção de janelas e portas conforme a localização. A exigência é maior no litoral sudeste e menor no interior. Mantenha sempre um estoque de suprimentos para tempestades. Se houver ordem de evacuação, siga. Na hora de comprar, pergunte ao corretor em que zona de inundação fica o imóvel e peça o certificado de elevação e o histórico de seguro. São esses itens que mais pesam no custo de ter imóvel na Flórida. Custo do seguro Em todo o estado, o seguro do imóvel é um custo pesado, e no litoral pesa ainda mais. Nos últimos anos, o valor médio das apólices residenciais disparou. Em muitas casas da costa, a conta anual vai de US$ 5.000 a US$ 8.000 ou mais, conforme localização, construção e zona de inundação. Antes de decidir, coloque o seguro no orçamento completo de cada imóvel. Costumes locais Nas grandes cidades da Flórida, muitos serviços, lojas e escritórios atendem em várias línguas. Contratos, declarações obrigatórias e documentos de fechamento são assinados em inglês; documentos de apoio em outra língua costumam ir com tradução juramentada. Gorjeta é esperada: 18% a 20% em restaurantes e US$ 1 a US$ 2 por drinque nos bares. Clima e estilo de vida mudam ao longo do estado: o Sul da Flórida é tropical o ano todo, enquanto no norte da Flórida os invernos são amenos e as estações ficam mais definidas.

SEÇÃO 12Conteúdo

12. Por que a Flórida atrai compradores internacionais

Como a Flórida não tem imposto de renda estadual, uma fatia maior do seu salário e do rendimento dos investimentos fica com você. A Flórida é o destino nº 1 do país para estrangeiros que compram imóvel: lidera as compras internacionais há pelo menos 15 anos seguidos e sozinha responde por 20% das compras estrangeiras em território americano. Do interior mais barato ao litoral de luxo, cabe qualquer orçamento. Há inquilino no estado inteiro, tanto para contratos longos quanto para temporada, e a procura é alta. Porta de entrada para a América Latina e o Caribe, e grande polo internacional de negócios e viagens. Vida no litoral, com sol o ano inteiro: praia, gastronomia, artes e atividades ao ar livre. Economia em crescimento: a Flórida aparece com regularidade entre os estados que mais crescem no país, com expansão em tecnologia, finanças, saúde e logística. Ótimas conexões aéreas. Miami, Orlando e Tampa têm aeroportos internacionais; Fort Lauderdale, Jacksonville e outras cidades também, com voos diretos para centenas de destinos no mundo. Leis de propriedade favoráveis: estrangeiros têm amplo direito de ser donos de imóvel, com proteção sólida. O SB 264 limita quem tem domicílio em certos países, e os detalhes estão na Seção 1.

Pronto para começar sua mudança para a Flórida?

Mudar de país é uma decisão grande, e com as pessoas certas ao seu lado o resultado é outro. A Flórida é um estado imenso e cheio de contrastes. Onde morar, em que cidade e que tipo de imóvel comprar depende do seu estilo de vida, dos seus objetivos de investimento e do seu orçamento. Na prática, o corretor da região é o seu primeiro contato aqui, no local. É ele quem mostra como funciona, nos detalhes, o mercado que você escolheu. Também indica contadores e advogados de imigração da região. Para seguro, financiamento e mudança, ele conhece corretores de seguros, corretores de financiamento e serviços de mudança locais. Para quem estreia no mercado ou já está ampliando a carteira, um bom conselho transforma um processo complicado num caminho claro.

Agendar uma consulta

Aviso Legal: Este guia é apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento jurídico, fiscal ou de imigração. Leis imobiliárias, políticas de imigração, regulamentos fiscais e dados de mercado mudam com frequência — as informações neste guia podem não refletir as regras ou condições mais atuais no momento em que você lê. Sempre consulte profissionais qualificados — um advogado de imigração licenciado, um contador especializado em imóveis internacionais e um corretor de imóveis licenciado — antes de tomar qualquer decisão.

Tirar dúvidas